Eduardo Eurnekian

Miércoles, junio 18th, 2014

Eurnekian inaugurou dois aeroportos no Brasil em tempo récord

Em parceria com uma empresa brasileira, habilitou antes do Mundial os terminais de Brasília e de Natal, previstos para serem inaugurados no fim do ano; agora vai dar impulso a um parque eólico e ao Corredor Bioceânico.

eurnekian-americas

Por Alberto Armendariz

São Paulo. – Em sintonia com o Mundial de futebol que se disputa no Brasil, o empresário Eduardo Eurnekian já fez aqui dois goles a favor da Argentina. Com a inauguração , em tempo récord, dos aeroportos de Brasília e Natal, cujas licitações tinha ganho por meio do consórcio Inframérica, formado pela Corporación América e a empresa brasileira Engevix, Eurnekian aposta a que haja uma maior integração entre a Argentina e o Brasil, não só no sector aéreo, como também em tecnologia, energia e logística.

“Os latino-americanos falam demais em integração, mas não estão integrados. Meus projetos pessoais e empresariais são projetos de integração. Não faço projetos pensando na Argentina ou no Brasil, faço projetos com a participação da tecnologia que já desenvolvemos para exportá-la. Hoje, no mundo, se você não tiver massa crítica, desaparecerá. E a massa crítica tem que ir-se armando com nossos vizinhos. Por isso faço tanta questão nas obras de infraestrutura mutua”, destacou o empresário, de 81 anos, em uma entrevista com os jornais Clarín e La NACION, após a inauguração, no dia 9 deste mês, do novo aeroporto de Natal.

Este foi o primeiro terminal privatizado pelo governo de Dilma Rousseff, em 2011. A ideia era construir um aeroporto novo que substituísse o anterior e servisse como trampolim para o desenvolvimento turístico do estado do Rio Grande do Norte. Embora de acordo com o contrato o aeroporto teria de ser entregue no fim deste ano, o alvo do consórcio vencedor foi inaugurá-lo antes do Mundial. E conseguiu, apesar de que o governo não cumpriu com várias das obrigações por ele assumidas, como a construção de um caminho de acesso, que afinal foi construído pela própria Inframérica.

“Desde o primeiro momento sabíamos que, por uma razão ou outra, os tempos administrativos para contratar a obra vinham mal, mas não nos apoiamos nas demoras de fulano ou de beltrano. Nós e nosso parceiro nos propusemos gerar confiança, e para tanto era preciso cumprir bem ou mal com os tempos estabelecidos. Apesar de sabermos que o governo não ia cumprir com a realização do caminho de empalme, nós fizemos o que nos cabia”, afirmou Eurnekian, cuja Corporación América administra agora 53 aeroportos em todo o mundo.

Com um investimento de U$S 300 milhões em um terminal moderno, com 42 posições de check-in, seis passarelas de embarque e um pátio de manobras de 210.000 metros quadrados, se elevou a capacidade operativa do aeroporto a oito milhões de passageiros por ano. E o resultado foi aplaudido em todo Brasil nos últimos dias. Aconteceu a mesma coisa em meados de abril, quando se inaugurou a renovação do terminal Sul do aeroporto de Brasília, e, nesta semana, quando foi entregue o terminal Norte já renovado. A totalidade do investimento foi dedicada a acrescentar 16 passarelas às 13 já existentes e aumentar a capacidade de 16 milhões de passageiros anuais a 21 milhões.

“Nem parece o Brasil”, reconheceu o ministro de Aviação Civil, Moreira Franco, sob o olhar questionador da presidente Dilma Rousseff.

Mas Eurnekian não presta atenção às rivalidades nacionalistas, pelo contrário. No mês passado comprou grande parte de uma fábrica de semicondutores no estado de Minas Gerais com a ideia de integrá-la com a fábrica que já tem em Chascomús, Unitec Blue, a fim de encarar um plano de alcance continental.

MASSA CRÍTICA

Também está trabalhando em criar uma rede de parques eólicos para fornecer energia à Argentina, Brasil, Chile e Uruguai. E acaba de oferecer ao seu parceiro brasileiro participar da construção do Corredor Bioceânico Aconcágua, que facilitará o transporte de carga por via férrea entre o Atlântico e o Pacífico através da Cordilheira dos Andes.

“Acho fundamental a presença brasileira nesse projeto. O Brasil é um sócio forte, capitalista e com uma poderosa indústria que é preciso levar em conta em todos os processos de desenvolvimento”, ressaltou o empresário.

“O que vai nos dar massa crítica é a integração. Nenhum país na América latina pode superar por si mesmo a produção dos Estados Unidos, da China, Índia, Rússia ou da União Europeia, porque eles têm massa crítica. O outro passo a seguir é integrar o desenvolvimento tecnológico. Se não começarmos a desenvolver tecnologia própria, sempre vamos andar sem rumo”, afirmou Eurnekian.

GOLES DE UM ARGENTINO NA TERRA DO SAMBA

  • Primeira privatização

Em parceria com um sócio local, o empresário levou a cabo as obras do aeroporto de Natal, o primeiro que a presidenta brasileira, Dilma Rousseff, privatizou, em 2011.

  • Também a tecnologia

No estado de Minas Gerais, Eurnekian comprou grande parte de uma fábrica de semicondutores, visando complementá-la com a planta que possui em Chascomús, Unitec Blue, para integrar ambas as companhias num plano de expansão regional.

Deixe uma resposta para esta entrada:

cheapest cialis
buy real viagra blog
buy discount viagra
cheap pill viagra
generic viagra fast shipping
viagra buy online
cheap site viagra
buy kamagra online
buy cialis now
buy cheap cialis
pfizer viagra price
buy levitra now
buy generic cialis online
buy viagra usa
cialis vs viagra
viagra for sale
buy now cialis
buy generic viagra online
free viagra
buy viagra las vegas
buy sale viagra
discount viagra pills
viagra over the counter
buy viagra with discount
buy viagra mesa
buy viagra online cheap
viagra overnight fedex
buy viagra pill